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A primeira reunião de trabalho realizou-se no passado dia 9. “A FPF teve o mérito de sentar à mesa os protagonistas do futebol para, em conjunto, procurarem soluções para os problemas actuais”, disse na altura o presidente do Sindicato dos Jogadores.
O clima de entendimento foi surpreendido, no entanto, pela aprovação por parte da Liga, em Assembleia Geral, de propostas unilaterais ao arrepio do acordado. No entender de Joaquim Evangelista "é grave o anúncio público de tomada de medidas, unilateralmente (como se elas pudessem ser adoptadas de forma unilateral), que estão a ser equacionadas no âmbito de grupos de trabalho. É mais um sinal de desconfiança".
O presidente do Sindicato entende que está é uma oportunidade única de diálogo, está disposto a fazer concessões mas impõe alguns princípios. Concretamente:
Principio da confiança entre os interlocutores – é absolutamente necessário que exista confiança entre quem está a negociar e a fazer uma avaliação das medidas que devem ser tomadas.
Discussão sem tabus / valorização dos fundamentos éticos – o SJPF está disposto a discutir e avaliar qualquer proposta que possa contribuir para a melhoria do estado do Futebol e dos jogadores de futebol, sem qualquer apriorismo ou limitação.
Principio da solução globalmente mais favorável – o princípio que orienta o SJPF é o de que as soluções a adoptar só serão válidas se elas foram globalmente mais favoráveis aos jogadores do que aquelas que estão em vigor.
“Se a Liga não concordar com estes princípios arrisca-se a ficar a falar sozinha", reitera Joaquim Evangelista.
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