Segurança no trabalho preocupa os jogadores de futebol
Estudo da FIFPro envolveu 41 sindicatos nacionais, incluindo o português.
A utilização de tochas e artefactos pirotécnicos nos estádios, as invasões de campo e os episódios de violência estão a preocupar os jogadores à escala global. Esta é a principal conclusão de um estudo da FIFPro, que envolveu 41 sindicatos nacionais incluindo o português, sobre a segurança no local de trabalho.
88% dos sindicatos nacionais reportaram que a violência leva a um mau desempenho dos jogadores dentro de campo e 83% considera que a violência contribui para os problemas de saúde mental dos futebolistas.
A contrapor com estes números, 85% dos sindicatos envolvidos neste estudo entendem que a relação entre os jogadores e os adeptos é muito positiva e deve ser valorizada, mas 76% afirma que a segurança no local de trabalho é uma preocupação crescente para os futebolistas profissionais.
Dois terços (66%) da amostra sentem que nos últimos anos os adeptos tornaram-se cada vez mais violentos e abusivos. O relatório conclui que o número de detenções em eventos desportivos, e em particular nas principais ligas de futebol, é considerável e tem tido um aumento crescente.
Para travar o escalar da violência no futebol, 98% dos sindicatos consideram que os dispositivos tecnológicos, como scanners de segurança e reconhecimento facial, tornariam os jogadores mais seguros e 88% dizem que os clubes deveriam fazer mais para proibir a presença de adeptos violentos nos estádios.
A maioria dos sindicatos concorda que deveriam ser tomadas mais medidas para promover o diálogo com os adeptos sobre o impacto do abuso e da violência no bem-estar dos jogadores.
Consulta AQUI o estudo da FIFPro.



