Estamos de volta


Com os olhos postos nos Estados Unidos, o arranque da fase a eliminar demonstrou que a Seleção Nacional está disposta a dar tudo para chegar o mais longe possível neste Mundial. De Toronto fica um jogo empolgante, a homenagem inesquecível ao Diogo Jota, um ano depois do acidente que o vitimou com o seu irmão André, e o apoio indescritível que é o resultado do fervoroso orgulho nacional sentido na diáspora.

Segue-se um duelo ibérico em Dallas, que reedita o difícil embate para a Liga das Nações. Apesar do crescimento notório de Espanha na competição, acredito uma vez mais na crença, união e capacidade de superação dos nossos jogadores. Estamos de volta ao “mata-mata” e não há outra forma de encarar adversários desta valia a não ser pensar o jogo seguinte.

Por falar em regressos, esta terça-feira arranca a 24.ª edição do Estágio do Jogador, iniciativa do Sindicato dos Jogadores que decorrerá até ao final do mês de agosto. A nossa equipa técnica já prepara todos os pormenores para acolher os primeiros participantes, numa edição em que voltaremos a conjugar treinos diários e jogos de exibição com a vertente formativa. A palavra de ordem é sensibilizar e dar ferramentas práticas para auxiliar os jogadores no contexto laboral desportivo, mas também na preparação para a transição de carreira. Teremos, ainda, novidades ao nível do acompanhamento individualizado dos nossos atletas e na área da investigação estamos a preparar a implementação de mais um estudo pioneiro, com o apoio da FIFPRO.

O Estágio serve para ajudar e transformar, sempre que possível, a vida dos participantes. Não são apenas as competências técnicas e o trabalho profissional da nossa estrutura que fazem a diferença. Este é, sem dúvida, um espaço de diálogo e cooperação, onde se partilham experiências e ultrapassam dificuldades. Sem vergonhas ou receios, estar integrado neste projeto é uma forma de ganhar ritmo competitivo e dissipar as dúvidas naturais de quem já atingiu o topo e quer regressar ou quem prossegue o sonho de atingir esse patamar de elite.

Pelo segundo ano consecutivo, o Estágio não terá género e o nosso departamento feminino também já se encontra a ultimar o arranque da 2.ª edição, com muita ambição para ajudar as participantes. O número de inscritos deixa-nos orgulhosos e demonstra que, por mais oferta que exista na preparação individual dos atletas, a missão social, multidisciplinar e agregadora desta iniciativa continua a fazer a diferença. A todos os nossos parceiros, colaboradores e staff, deixo o agradecimento por mais uma edição do Estágio, que marca a identidade do Sindicato.

Artigo de opinião publicado em: jornal Record (5 de julho de 2026)

Mais Opiniões.