Joaquim Evangelista afirma que 80% dos clubes tem salários em atraso
O presidente do SJPF, Joaquim Evangelista, participou com José Guilherme Aguiar (antigo director executivo da Liga) e Carlos André Dias (presidente da Associação Portuguesa de Direito Desportivo) num debate na Rádio Renascença sobre o alargamento do campeonato de 16 para 18 clubes. Esta proposta marcou a Assembleia Geral Extraordinária da Liga agendada para esta segunda-feira.
Joaquim Evangelista é crítico para com a possibilidade de alargamento da Liga. "Como é possível esta Liga de 32 clubes não garantir salários e uma de 36 garantir?", questionou.
"Esta é uma questão reveladora da irresponsabilidade e da impunidade dos dirigentes desportivos do país. Falar no alargamento é exagerado", prosseguiu, chegando mais longe. "A situação é gravíssima, mais de 80 por cento dos clubes têm salários em atraso", disse o líder do Sindicato.
"Esta é uma questão reveladora da irresponsabilidade e da impunidade dos dirigentes desportivos do país. Falar no alargamento é exagerado", prosseguiu, chegando mais longe. "A situação é gravíssima, mais de 80 por cento dos clubes têm salários em atraso", disse o líder do Sindicato.
Joaquim Evangelista alertou para o efeito dominó que pode verificar-se, caso um clube grande venha a "cair".
"Os senhores do futebol não podem ser diferentes dos outros cidadãos, que estão a ser confrontados com medidas difíceis de contenção. Não podem ir ao mercado sul-americano fazer grandes contratações como se esta crise não lhes dissesse respeito", concluiu.
Também José Guilherme Aguiar está contra este alargamento por considerar que não há condições financeiras para que a medida seja implementada. "E um passo para o desastre".
Já Carlos André Dias Ferreira defende que a oportunidade desta proposta, a meio de temporada desportiva, mata a acompetição por completo, caso haja a aprovação imediata, alertando para a necessidade "aprovação por unanimidade".
"Os senhores do futebol não podem ser diferentes dos outros cidadãos, que estão a ser confrontados com medidas difíceis de contenção. Não podem ir ao mercado sul-americano fazer grandes contratações como se esta crise não lhes dissesse respeito", concluiu.
Também José Guilherme Aguiar está contra este alargamento por considerar que não há condições financeiras para que a medida seja implementada. "E um passo para o desastre".
Já Carlos André Dias Ferreira defende que a oportunidade desta proposta, a meio de temporada desportiva, mata a acompetição por completo, caso haja a aprovação imediata, alertando para a necessidade "aprovação por unanimidade".



