Caso SC Praiense. O exemplo de como se luta


Hélder Monteiro, Mário Vitorino e Danilson Ribeiro desvincularam-se do SC Praiense com os seus direitos laborais garantidos, depois das ameaças de que foram alvo por parte de dirigentes do emblema açoriano.

O diferendo entre o clube os jogadores atingiu maior gravidade quando estes se viram pressionados a abandonar a casa que lhes tinha sido cedida e na qual tinham direito de residência. Esta ameaça, que aliás é recorrente a  jogadores que vivem nas ilhas e estão sozinhos , configura uma atitude inqualificável.

Garantir a serenidade e o discernimento nestas circunstâncias é muito difícil e a maioria dos jogadores acaba por abdicar de parte ou a totalidade dos seus direitos.Neste caso os jogadores não desistiram e não abdicaram dos seus direitos apesar do clima hostil que lhe foi criado.

“Quando o clube me confrontou com a saída sem qualquer explicação já tinha entrado em contacto com o Sindicato e isso fez a diferença. Deu-me confiança e segurança. Não tive qualquer medo. Quando o Sindicato entrou em acção o assunto ganhou dimensão pública e os dirigentes recuaram. Saí da ilha de cabeça erguida e com os meus direitos garantidos”, afirma Hélder Monteiro, realçando a importância de estar informado acerca dos seus direitos. “Resolvi não apenas a minha situação, mas também a dos meus colegas. Depois, recebemos muitas mensagens de apoio, daqueles que estão mais próximos de nós, mas também de muitos amigos que partilhamos no Facebook. Tudo isso provocou um grande impacto na ilha. Eu sei que é difícil mas espero que haja uma mudança de mentalidade e os dirigentes respeitem os jogadores e os compromissos assumidos.”, concluiu Hélder Monteiro.

João Lobão, jurista do Sindicato dos Jogadores, destaca a importância da informação prévia, que os jogadores nem sempre procuram. “É bom que tenham noção que o Sindicato dos Jogadores não serve apenas de último recurso, mas que pode ajudá-los a estar precavidos para esta e para outras situações”, afirmou.

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